Santa Catarina vai receber 16,6 mil testes rápidos de Covid-19 até o fim da semana

O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (1°) que vai enviar para Santa Catarina 16.679 testes rápidos para detecção do coronavírus. Os exames fazem parte do primeiro lote de 500 mil testes que o governo federal está distribuindo para todas as regiões do Brasil. Ao todo, o ministério deve receber 5 milhões de testes rápidos nas próximas semanas, todos adquiridos e doados pela empresa Vale.

Esse tipo de exame permite a detecção da Covid-19 em cerca de 20 minutos, apenas com uma gota de sangue retirada do dedo do paciente. Esse material será utilizado prioritariamente nos profissionais que atuam nos serviços de saúde, como médicos e enfermeiros, além de agentes de segurança como policiais e bombeiros. Até o momento, segundo a Secretaria de Saúde de Santa Catarina, nenhum profissional de saúde foi contaminado pelo coronavírus no Estado.

– Os testes rápidos devem ser feitos somente após o sétimo dia do início dos sintomas. Ele serve apenas para marcar se a pessoa tem ou não o anticorpo que combate o vírus. Vai mostrar se você já teve no passado, e nesse caso está imune, ou se tem o vírus no período latente da doença, explicou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Os testes foram recebidos pelo Ministério da Saúde na terça-feira (31) e passaram por análise na Fiocruz. Nesta quarta-feira a carga saiu da Coordenação de Armazenagem e Distribuição Logística de Insumos Estratégicos para a Saúde (COADI) em Guarulhos (SP), e começou a ser distribuída pelo Brasil. A região Sul vai receber os insumos em voos comerciais ou cargueiros, ou também pelas rodovias.

A previsão do Ministério da Saúde é de que todos os Estados recebam a carga de testes rápidos até o fim da semana. Dos 500 mil testes rápidos, serão enviados 204,3 mil testes para o Sudeste, 71,8 mil para o Sul, 35,5 mil para o Centro-Oeste e 36,9 mil para a região Norte.

O restante dos testes rápidos doados pela Vale (4,5 milhões) deve chegar ao Brasil ainda no mês de abril. A previsão é de entrega de 1 milhão de testes por semana.

Como funcionam os testes rápidos
Os testes são feitos apenas após o sétimo dia do início dos sintomas de síndrome respiratória, como tosse, dificuldade para respirar, congestão nasal e dor de garganta, para detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são defesas produzidas pelo corpo humano contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19.

O Ministério da Saúde trata os testes rápidos como algo qualitativo para triagem e auxílio diagnóstico. Portanto, resultados negativos não excluem a infecção e podem demandar um novo teste tradicional, chamado de RT-PCR, que é feito com amostras retiradas da garganta ou do fundo do nariz do paciente e pode demorar alguns dias para ficar pronto.

Fonte: Nsctotal.com.br
Foto: Ilustração