“Não adianta hospital de campanha e respiradores se faltam profissionais”, avalia médico

Prefeitura irá ceder profissionais para ampliar o número de leitos de UTI Covid no hospital Maicé

“Não adianta abrir hospital de campanha, adquirir mais respiradores ou qualquer outro equipamento. O que falta são profissionais para atuar na linha de frente”. Com este desabafo, o médico Daniel Correa, do Maicé, encerrou uma entrevista coletiva, realizada na tarde desta sexta-feira, 5, na Secretaria de Saúde de Caçador.

Na pauta, as ações da Prefeitura para tentar auxiliar o hospital nas ações de combate à Covid-19. “A situação é péssima. O Maicé está em colapso. Por isso, vamos ceder profissionais da Prefeitura para que possamos ampliar o número de leitos de UTI Covid no hospital. Entretanto fecharemos temporariamente dois postos de Saúde, no Bom Jesus e Jonas Ramos, enfim redirecionar as equipes”, revelou o secretário Roberto Marton.

A Prefeitura, no entanto, já irá chamar novos profissionais para estas unidades, utilizando aqueles aprovados no processo seletivo, reabrindo assim, em breve, estes postos. “Trata-se de uma situação emergencial”.

Uma das situações apresentadas ainda na coletiva é de que, apesar da lotação, o Maicé continua atendendo todos os outros problemas de Saúde, tanto nos leitos normais, quanto nas UTIs. “Somos um hospital “porta aberta”, ou seja, temos especialidades e pacientes que não podemos dispensar. São traumas, infartados, acidentados. Continuamos atendendo normalmente”, explicou o médico.

Por parte da Prefeitura, será disponibilizado um médico plantonista 12 horas, todos os dias, 8 técnicos de enfermagem e mais 1 enfermeiro para auxiliar no Maicé. Com isso, os leitos de UTI poderão ser ampliados para 15. “O hospital não tem mais funcionários disponíveis. Não há profissionais no mercado para atuar em UTIs. A situação está realmente muito grave”, salientou o secretário Roberto.

Fonte: Ass. Imp. Prefeitura de Caçador
Foto: Ass. Imp. Prefeitura de Caçador