Instituições brasileiras recebem prêmio António Champalimaud de Visão 2019

Três entidades foram reconhecidas pelo trabalho de prevenção e combate à cegueira e receberão juntas 1 milhão de euros

Três instituições brasileiras receberam nesta quarta-feira, 4, em Lisboa, Portugal, o maior prêmio do mundo na área de visão. Trata-se do prêmio António Champalimaud, que reconhece ações em prol da prevenção e combate à cegueira e doenças da visão.

Foram premiados o Instituto da Visão – IPEPO, Fundação Altino Ventura e Serviço de Oftalmologia da UNICAMP. As instituições atuam nas comunidades de São Paulo e de outros centros urbanos, na Amazônia e nas zonas rurais do Brasil, trabalho esse que levou a visão a milhões de pessoas nas últimas décadas.

A entrega do prêmio no valor de 1 milhão de euros, que será dividido entre as três organizações, contou com a presença do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, da presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, entre outras autoridades.

Para o presidente do Instituto Visão – IPEPO, Rubens Belfort Jr, receber um prêmio tão distinto é o reconhecimento de um trabalho gratificante. “António Champalimaud não teve uma visão adequada no fim da sua vida, mas teve muita visão cerebral. E é isso que permanece até hoje e faz com que milhões de pessoas sejam beneficiadas com uma melhor qualidade de vida”.

O Instituto de Visão – IPEPO ajudou mais de 2 milhões de pessoas com os seus serviços clínicos pioneiros, apoiados por programas de investigação e educação, com grande ênfase na Amazônia e emprego de novas tecnologias inclusive teleoftalmologia.

A Fundação Altino Ventura trabalha incansavelmente numa das regiões mais pobres da América do Sul para combater a cegueira através de oftalmologia, ciência e educação de alta qualidade.
E o Serviço de Oftalmologia da UNICAMP iniciou uma revolução no atendimento oftalmológico sul-americano nos anos 80, com o primeiro projeto de zona livre de cataratas do continente.

O trabalho destas organizações trouxe luz a milhões de pessoas sem acesso a cuidados médicos. Em São Paulo e noutros grandes centros urbanos, a pobreza extrema provoca graves deficiências visuais a milhões de pessoas. Na Amazônia e nas zonas rurais do Brasil, o clima e as condições econômicas e sociais causam também graves problemas de visão e doença.

O Prêmio Champalimaud de Visão 2019 reconhece o excelente trabalho das três instituições cujos profissionais e voluntários trabalharam muitas vezes com risco pessoal, mostrando extrema coragem para trazer luz àqueles que não podem ver. Eles são os verdadeiros soldados na guerra contra a cegueira.

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Sobre o Prêmio António Champalimaud de Visão

O Prêmio António Champalimaud de Visão foi lançado em 2006 e conta com o apoio do programa «2020 – O direito à Visão» da Organização Mundial de Saúde. É o maior prêmio do mundo na área da Visão, com um valor de 1 milhão de Euros.

Nos anos ímpar, o Prêmio reconhece o trabalho desenvolvido no terreno por instituições na prevenção e combate à cegueira e doenças da visão, principalmente nos países em vias de desenvolvimento. Nos anos par, o Prêmio é atribuído às pesquisas científicas de grande alcance na área da visão.

O júri do Prêmio é constituído por cientistas internacionais e figuras públicas proeminentes envolvidas na luta contra as causas e problemas que se vivem nos países em vias de desenvolvimento.

Fonte: Jornalismo Rádio Caçanjurê
Foto: Jornalismo Rádio Caçanjurê