Entidades questionam se medidas adotadas contra a Covid para o Enem são suficientes

O Inep, que aplica o exame, disse à Justiça que “reorganizar um calendário a nível de Enem é fragilizar e colocar em risco políticas públicas”.

Uma ação movida na Justiça por organizações estudantis e institutos da área de educação e uma carta de mais de 45 associações ligadas a ciência questionam a segurança sanitária para a realização do Enem 2020 – a versão impressa está marcada para este domingo, 17, e o seguinte, 24.

A Defensoria Pública da União pediu à Justiça o adiamento das provas, junto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e as entidades Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Educafro.

À Justiça, o Inep afirmou que “reorganizar um calendário a nível de Enem é fragilizar e colocar em risco políticas públicas dele decorrentes como sistema de cotas, financiamento estudantil, instrumentos que por sua vez são as chaves para minorar as desigualdades sociais tão alarmantes hoje no nosso país”.

O Enem 2020 tem 5,78 milhões de candidatos confirmados. Originalmente, o exame seria feito em novembro, mas foi adiado devido à pandemia. Neste primeiro domingo, a duração máxima para realização da prova é de 5h30 – no segundo será menor, de 5h.

Entre as medidas adotadas estão à redução em 50% da capacidade máxima de alunos por sala e o distanciamento social de 2 metros. Portas e janelas terão de ficar abertas.

Fonte: Shin Suzuki/G1
Foto: Antonio Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo