Como chegam os adversários do Kindermann/Avaí na Libertadores

Na primeira fase time catarinense enfrentará Boca Juniors, Santiago Morning e Deportivo Trópico

Depois de definidos os adversários do Kindermann/Avaí na fase de grupos da Libertadores Feminina é hora de sabermos como chega cada oponente para a disputa continental que acontece na Argentina, de 5 a 21 de março.

A estreia do time catarinense será diante do Deportivo Trópico, da Bolívia, no dia 5 de março, depois encara o Santiago Morning, do Chile, no dia 8, e fecha a participação contra o Boca Juniors, anfitrião do torneio, no dia 11.

O que esperar dos adversários?

Na primeira fase, o Kindermann/Avaí terá pela frente uma equipe tradicional em seu país e que busca retomar a boa fase em competições continentais, outro time em ascensão no campeonato nacional e um adversário totalmente desconhecido e com poucas informações disponíveis.

Deportivo Trópico (BOL)

Adversário na estreia da competição continental, o time boliviano é o que menos tem informações disponíveis. Depois de conquistar o título da Copa Simón Bolívar vai para a sua primeira participação em Libertadores da América.

Para ficar com a vaga e o troféu desbancou equipes mais tradicionais em seu país como, por exemplo, Mundo Futuro e ABB. Na decisão do torneio eliminatório o Deportivo Trópico bateu o Universidad de Santa Cruz, por 3 a 1, com gols de Zulma Ayala, Ruth Jiménez, e Marilín Rojas.

Recentemente, a seleção boliviana foi convocada para amistosos diante do Equador, mas nenhuma atleta do Deportivo Trópico esteve na lista, justamente para continuar os treinamentos para esta edição da Libertadores.

Onde pode chegar: Ainda buscando desenvolver um futebol feminino de qualidade, o Deportivo Trópico sairá satisfeito da competição continental se conquistar ao menos um ponto. Não deve brigar pela vaga nas quartas de final.

Santiago Morning (CHI)

Segundo confronto na fase de grupos, o Santiago Morning chega para a Libertadores após conquistar o terceiro título nacional consecutivo, sendo o último de maneira invicta. É a nova sensação do futebol chileno. Vai para a sua segunda competição continental e já com a vaga assegurada para a terceira, que será disputada ainda neste ano, no Chile.

Na última convocatória da seleção chilena, em novembro de 2020, teve nove jogadoras na lista. Além disso, outras duas atletas são frequentemente lembradas pela comissão técnica. Apesar de o Chile não contar com a tradição dos países vizinhos merece cuidado. Tem em seu elenco jogadoras experientes como Karen Araya, campeã da Libertadores em 2012 com o Colo-Colo, Daniela Pardo e Su Helen Galaz.

Onde pode chegar: A equipe chilena espera repetir o feito da edição passada quando avançou para as quartas de final. Deve brigar por uma das vagas à próxima fase, mas precisará mostrar um futebol acima da média já que caiu em um grupo complicado, considerado por alguns como o grupo mais equilibrado.

Boca Juniors (ARG)

Maior campeão de seu país com 24 títulos, incluindo o primeiro na era profissional, com direito a goleada no River Plate, maior rival. Assim chega o Boca Juniors para a disputa da Libertadores, em casa. Vai para a sua sexta edição de competição continental, o argentino que mais disputou o torneio, porém a última aparição foi em 2014.

Para a disputa do torneio SheBelieves deste ano, o Boca Juniors teve cinco atletas convocadas e outras três foram lembradas pela comissão técnica recentemente. A convocatória, porém trouxe problemas para as xeneizes. Lorena Benítez, um dos destaques do time se machucou e está fora da Libertadores. O Boca Juniors deposita agora as esperanças no trio de ataque com Yamila Ródriguez, Carolina Troncoso e a experiência de Andrea Ojeda, maior artilheira da história do clube com 421 gols marcados.

Onde pode chegar: Volta a disputar uma Libertadores depois de sete anos. Espera repetir o feito de 2010, quando ficou em terceiro lugar, perdendo a semifinal para o Santos, que conquistou o título naquela oportunidade. Chega em um dos seus melhores momentos com a profissionalização do futebol feminino na Argentina, com a vantagem de atuar em casa. O ambiente é favorável para ir longe.

Fonte: Jornalismo Rádio Caçanjurê
Foto: Ilustração/Rádio Caçanjurê