Comarca de Caçador terá sete júris populares até o fim do ano

Os trabalhos ocorrerão na Câmara de Vereadores por conta da reforma no Salão do Júri

A vara Criminal da comarca de Caçador retornará com as sessões do Tribunal do Júri a partir do dia 26 de outubro. Até o fim do ano, estão previstos sete júris populares, presididos pelo juiz André da Silva Silveira, titular da unidade. Todos com início marcado para às 9h. Os trabalhos ocorrerão na Câmara de Vereadores por conta da reforma no Salão do Júri. Em razão da pandemia, os cuidados de prevenção ao contágio do coronavírus serão seguidos à risca.

O número de pessoas durante as sessões será o mínimo possível. Haverá distanciamento entre jurados, servidores e outros participantes. Terá álcool gel e o uso de máscaras de proteção será obrigatório. Todos que entrarem no ambiente terão a temperatura corporal verificada. Para evitar a disseminação do vírus, o acesso ao público externo está vedado, ressalvada a análise de eventuais pedidos de autorização formulados por familiares ou outros interessados com devida justificativa.

Os julgamentos em pauta

Em 26 de outubro, um homem será julgado por homicídio qualificado pelo motivo torpe e surpresa. O crime ocorreu em agosto de 2018. Consta na denúncia que a sobrinha da vítima teria sido interceptada pelo acusado, na rua, momento em que supostamente ofereceu à adolescente R$ 200 por um programa. A proposta teria sido recusada e o réu parado o veículo na residência da família. A mãe e o irmão foram tirar satisfações, e por isso o acusado se evadiu. Quatro horas depois, retornou e atirou contra quem pensava ser o irmão da adolescente, acertando, contudo, outra vítima que se encontrava no local.

Na mesma semana, no dia 29, um homem será julgado por tentativa de homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e surpresa. Conforme os autos, ele teria atropelado propositalmente um senhor de 61 anos em agosto do ano passado. A vítima teria chamado a atenção dele por dirigir de maneira imprudente e colocado a vida das pessoas que caminham na rua em risco.

No primeiro julgamento de novembro, dois homens estarão sentados no banco réus. Em 6 de novembro, eles serão julgados por tentativa de homicídio duplamente qualificado. Consta na denúncia que os dois acusados, na companhia de um adolescente, teriam agredido fisicamente a vítima, com diversos golpes violentos com o intuito de matá-la. Um deles teria se envolvido com a namorada do rapaz em uma danceteria momentos antes. O delito ocorreu em outubro de 2018.

A sessão do Tribunal do Júri do dia 12 de novembro terá um homem sendo julgado pelo crime de tentativa de homicídio qualificado pelo motivo fútil e mediante emboscada. O delito ocorreu em março de 2019 porque a vítima curtiu uma foto publicada por um dos acusados, com a opção “amei” – outro homem foi impronunciado. Três indivíduos atropelaram e desferiram diversos chutes e golpes com bastão de madeira e facão na vítima, causando ferimentos. Ao perceber a agressão, um morador da região onde ocorreu a tentativa de morte gritou e dispersou os agressores.

Um homem será julgado por homicídio e tentativa de homicídio no dia 18 de novembro. Os crimes ocorreram em 17 de novembro de 2019. O réu teria desferido dois golpes com uma faca que atingiram a região do tórax da vítima, causando-lhe a morte. Na mesma data e local, o acusado teria esfaqueado uma segunda vítima, que não morreu porque foi socorrida e recebeu atendimento médico.

Outra tentativa de homicídio estará em pauta no dia 25 de novembro.  O crime ocorreu em 23 de julho de 2019, quando o acusado teria desferido um golpe com uma faca que atingiu o lado esquerdo pulmonar da vítima. O homem foi socorrido e recebeu pronto e eficaz atendimento médico.

O último júri popular ainda não tem data definida. Na oportunidade, cinco homens serão julgados por homicídio qualificado pelo motivo torpe, mediante dissimulação e emprego de tortura e fogo. No dia 6 de dezembro de 2018, a vítima teria sido atraída para a casa de um dos acusados. Cinco homens o torturam, amordaçaram, deram socos, chutes e asfixiaram com um fio, causando diversos ferimentos e fraturando todos os ossos da face. Depois, enrolaram a vítima num colchão e atearam fogo em uma estrada do interior do município de Caçador. Eles seriam integrantes de facções criminosas rivais.

Fonte: NCI/TJSC
Foto: Divulgação