Câmara alerta para os cuidados com relação as fake News

Muito material falso disseminado pelas pela internet busca trazer um viés específico, disfarçado de conteúdo noticioso: seja uma preferência política, uma manipulação de cunho religioso ou outros

Uma das grandes preocupações da sociedade digital é a propagação de notícias falsas. Apesar de inúmeras campanhas desenvolvidas por entidades representativas país afora alertando para os cuidados com as chamadas fake News na internet, ainda há um número significativo de pessoas que cria ou propaga estas informações sem buscar a veracidade dos fatos.

As redes sociais e aplicativos de mensagens como o WhatsApp tornaram-se o principal meio de utilização para esta prática, principalmente pela facilidade em compartilhar informações nessas plataformas. Muito material falso disseminado pelas pela internet busca trazer um viés específico, disfarçado de conteúdo noticioso: seja uma preferência política, uma manipulação de cunho religioso ou outros.

Nesta semana, tema foi destacado na Câmara Municipal de Caçador após acusações infundadas contra os vereadores Cleony Figur (PSD) e Rubiano Schmitz (PP), provocadas por uma página falsa (fake) no Facebook e espalhadas também via WhatsApp. Os parlamentares fizeram uso da palavra durante a sessão ordinária de terça-feira para lamentar o episódio, classificando as publicações como “ataques maldosos e inverídicos” e repudiando a atitude criminosa de alguém que, segundo eles, cria um perfil falso na internet para agredir as pessoas.

Após o manifesto os vereadores informaram que medidas legais já estão sendo tomadas e que a página do Facebook já foi excluída. No entanto, ainda teriam pessoas compartilhando a postagem nos grupos de WhatsApp, o que as tornam cúmplices desta prática e passíveis de eventual responsabilização perante a Justiça.

O ato criminoso também foi repudiado pelo vereador Moacir D’Agostini (DEM) ao lembrar que as redes sociais acabam muitas vezes dando voz “a pessoas sem limites, que atacam na vida pessoal dos outros com o objetivo de tirar algum proveito”.

 

Fake News aumenta 61% em ano eleitoral

De acordo com o Portal Imprensa, uma pesquisa realizada pelo Laboratório de Cibersegurança da Psafe Tecnologia, empresa líder no desenvolvimento de aplicativos de segurança, performance e privacidade, a disseminação de fake news nas redes sociais cresce consideravelmente em anos de eleições, chegando a 61% em relação aos demais anos.

“A prática se tornou conveniente também para influenciar a opinião pública. É muito importante ter o questionamento, de procurar saber a fonte de qualquer notícia que receber”, disse, em entrevista ao Jornal da Globo, o presidente da empresa, Marco Antônio de Melo.

 

Dicas importante para você identificar uma fake News

Desde junho de 2018, o WhatsApp vem mostrando a tag “Encaminhada” acima das mensagens que você recebe de alguém e repassa para outro alguém. O objetivo disso é justamente determinar se você é ou não o autor daquela mensagem. Se você recebeu uma mensagem vinda de algum amigo ou parente contendo alguma informação duvidosa, é bem provável que essa tag apareça. Neste caso, verifique sempre os fatos quando você não tiver certeza de quem escreveu a mensagem original.

Mídias e memes manipulados: muitos usuários que disseminam conteúdos falsos no WhatsApp não fazem uso de páginas ou links direcionados. Uma boa parcela deles prefere a boa e velha fotomontagem, ou algum vídeo/áudio “provando” alguma “denúncia”. Geralmente, essas mídias possuem um tom áspero e direto, mas raramente aferem suas origens. Então, se receber alguma “denúncia” pelo WhatsApp, sempre duvide.

Volume não cria verdades: mesmo que você receba algo pelo que “todo mundo” está falando, não significa que seja real: muita gente gosta de compartilhar imediatamente o que recebe pelo WhatsApp, sem averiguar fontes ou confrontar informações com o que sai na mídia oficial. Não é porque você recebeu a mesma informação sete vezes que ela seja real, então sempre busque a fonte (ou questione a falta dela) de alguma informação aparentemente “bombástica”.

Denuncie, sempre: se um contato ou grupo mantém a constante disseminação de falsidades na rede, denuncie-os. Se o número for desconhecido, a opção de denúncia e bloqueio já aparece na janela da conversa; se vier de um contato ou grupo conhecido, toque no nome deste contato/grupo e, na janela seguinte, role até o pé da tela, onde você encontra a opção de denúncia.

Peça ajuda: mas e nos casos de onde a fake news é suficientemente produzida a ponto de lhe causar incertezas? Se mesmo com todas as dicas acima ainda não ser possível comprovar a veracidade dos fatos narrados, repasse as informações do que você recebeu a outros, questionando-os se estão a par do que conta a mensagem (Fonte: WhatsApp).

Seja cético com as manchetes: notícias falsas frequentemente trazem manchetes apelativas em letras maiúsculas e com pontos de exclamação. Se alegações chocantes na manchete parecerem inacreditáveis, desconfie.

Olhe atentamente para a URL: uma URL semelhante à de outro site pode ser um sinal de alerta para notícias falsas. Muitos sites de notícias falsas imitam veículos de imprensa autênticos fazendo pequenas mudanças na URL. Você pode ir até o site para verificar e comparar a URL de veículos de imprensa estabelecidos.

Investigue a fonte : certifique-se de que a reportagem tenha sido escrita por uma fonte confiável e de boa reputação. Se a história for contada por uma organização não conhecida, verifique a seção “Sobre” do site para saber mais sobre ela.

Fique atento com formatações incomuns: muitos sites de notícias falsas contêm erros ortográficos ou layouts estranhos. Tenha cuidado se perceber esses sinais.

Verifique as evidências: verifique as fontes do autor da reportagem para confirmar que são confiáveis. Falta de evidências sobre os fatos ou menção a especialistas desconhecidos pode ser uma indicação de notícias falsas.

Busque outras reportagens: se nenhum outro veículo na imprensa tiver publicado uma reportagem sobre o mesmo assunto, isso pode ser um indicativo de que a história é falsa. Se a história for publicada por vários veículos confiáveis na imprensa, é mais provável que seja verdadeira.

Algumas histórias são intencionalmente falsas. pense de forma crítica sobre as histórias lidas e compartilhe apenas as notícias que você sabe que são verossímeis.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Foto: Assessoria de Comunicação